O Brasil e o café têm uma história profundamente conectada.

O país é reconhecido internacionalmente por sua produção e ocupa há décadas uma posição de grande importância no mercado mundial.

Mas falar sobre café brasileiro vai muito além de quantidade.

De diferentes regiões, altitudes, variedades e formas de processamento surgem cafés com características bastante distintas. Essa diversidade ajuda a explicar por que conhecer a origem de um café brasileiro pode ser uma experiência tão interessante.

O Brasil é um dos grandes protagonistas do café mundial

O Brasil ocupa uma posição histórica de destaque na produção e exportação de café.

Sua dimensão territorial, a diversidade de regiões produtoras e uma cadeia cafeeira amplamente desenvolvida permitem a produção de diferentes tipos e perfis de café.

No país são cultivadas principalmente as espécies Coffea arabica, conhecida como Arábica, e Coffea canephora, que inclui os cafés conhecidos no Brasil como Conilon e Robusta.

Cada uma possui características próprias e participa de diferentes mercados e formas de consumo.

Essa diversidade já mostra que não existe apenas um “café brasileiro”.

Existem muitos cafés brasileiros.

Diferentes regiões, diferentes experiências

Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Paraná e Rondônia estão entre os estados brasileiros ligados à produção de café, cada um com suas particularidades.

Dentro deles existem ainda diferentes regiões produtoras, propriedades e microrregiões.

Clima, altitude, solo e condições locais fazem parte desse contexto, mas não determinam sozinhos o resultado na xícara.

Variedade, manejo, maturação dos frutos, colheita, processamento, secagem, armazenamento e torra também podem influenciar as características do café.

É a combinação desses elementos que ajuda a criar tanta diversidade.

Arábica e Canephora também fazem parte dessa diversidade

Durante muito tempo, conteúdos direcionados ao consumidor apresentaram o Arábica como sinônimo de qualidade e o Robusta ou Conilon como uma alternativa inferior.

Essa comparação é simplista.

Arábica e Canephora são espécies diferentes e apresentam características próprias.

No Brasil, o desenvolvimento de cafés Canephora de qualidade, inclusive o Robusta Amazônico produzido em Rondônia, vem ampliando o interesse por esses cafés e mostrando outras possibilidades sensoriais e produtivas.

Isso torna o cenário brasileiro ainda mais interessante.

Conhecer café também significa estar aberto a descobrir diferentes espécies, origens e formas de produção.

 

O crescimento dos cafés especiais ampliou essa descoberta

O desenvolvimento do mercado de cafés especiais ajudou consumidores a prestar mais atenção a informações que antes raramente apareciam na embalagem.

Região, fazenda, produtor, variedade, processo, lote e perfil sensorial passaram a fazer parte da experiência de escolha.

Com isso, cafés de diferentes partes do Brasil ganharam mais espaço para apresentar suas características e histórias.

Para quem consome, isso significa mais possibilidades de comparação e descoberta.

Tecnologia e conhecimento também fazem parte da cafeicultura brasileira

A produção de café envolve conhecimento acumulado ao longo de gerações, mas também pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.

Estudos sobre variedades, manejo, processamento, qualidade e adaptação às diferentes condições de cultivo fazem parte da evolução da cafeicultura no país.

Produtores também vêm experimentando novas técnicas de processamento, secagem e separação de lotes.

Tudo isso contribui para ampliar a variedade de cafés disponíveis no mercado.

Qual é o sabor do café brasileiro?

Não existe uma única resposta.

É possível encontrar cafés brasileiros com diferentes níveis de doçura, acidez, corpo e intensidade, além de uma grande variedade de perfis aromáticos e sensoriais.

Chocolate, caramelo, castanhas, frutas e notas florais são alguns dos descritores que podem aparecer dependendo do café.

Esses termos não significam necessariamente que algum ingrediente foi adicionado.

Como já vimos em outros conteúdos do blog, as chamadas notas sensoriais são formas de descrever aromas e sabores percebidos durante a degustação.

E cada café pode proporcionar uma experiência diferente.

Conhecer a origem é uma maneira de descobrir o Brasil pelo café

Experimentar cafés de diferentes regiões permite perceber como diverso é o universo da bebida dentro do próprio país.

Você pode começar observando a origem indicada na embalagem e comparando cafés de produtores, variedades e processos diferentes.

Não é necessário conhecer todas as regiões ou dominar termos técnicos.

A ideia é experimentar.

Com o tempo, você pode perceber quais origens e perfis aparecem com mais frequência entre seus favoritos.

 

Uma diversidade que merece ser descoberta

O destaque do Brasil no café não precisa ser explicado apenas pelo volume produzido.

Existe uma combinação de história, diversidade territorial, conhecimento, pesquisa, diferentes espécies e uma enorme variedade de produtores e cafés.

Para a Élla Felícia Caffè, essa diversidade é também uma oportunidade de curadoria.

Ao reunir cafés de diferentes produtores e origens, queremos permitir que cada pessoa descubra um pouco mais sobre aquilo que existe por trás da xícara.

Porque conhecer o café brasileiro é descobrir que, dentro de um mesmo país, existem muitas formas de produzir, preparar e apreciar café.

 

Descubra a diversidade do café brasileiro

 

Conheça nossa curadoria e experimente cafés de diferentes produtores, origens e perfis sensoriais.